Tema: “A Liberdade em Cristo e a Escravidão da Lei”
Exposições em Gálatas • Sermon • Submitted • Presented
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📖 Texto: Gálatas 4.21 – 5.1
21 Digam-me vocês, os que querem estar sob a lei: será que vocês não ouvem o que a lei diz? 22 Pois está escrito que Abraão teve dois filhos: um da mulher escrava e outro da mulher livre. 23 O filho da escrava nasceu segundo a carne; o filho da mulher livre nasceu mediante a promessa. 24 Estas coisas são alegóricas, porque essas mulheres são duas alianças. Uma se refere ao monte Sinai, que gera para a escravidão; esta é Agar. 25 Ora, Agar é o monte Sinai, na Arábia, e corresponde à Jerusalém atual, que está em escravidão com os seus filhos. 26 Mas a Jerusalém lá de cima é livre e ela é a nossa mãe. 27 Porque está escrito:
“Alegre-se, ó estéril,
você que não dá à luz;
exulte e grite, você que não sente
dores de parto;
porque os filhos
da mulher abandonada
são mais numerosos do que
os filhos da que tem marido.”
28 Mas vocês, irmãos, são filhos da promessa, como Isaque. 29 Como, porém, no passado, aquele que nasceu segundo a carne perseguia o que nasceu segundo o Espírito, assim também acontece agora. 30 Mas o que diz a Escritura? Ela diz: “Mande embora a escrava e seu filho, porque de modo nenhum o filho da escrava será herdeiro com o filho da mulher livre.” 31 Portanto, irmãos, somos filhos não da escrava, mas da livre.
1 Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Por isso, permaneçam firmes e não se submetam, de novo, a jugo de escravidão.
1. Introdução
1. Introdução
Todos ansiamos por liberdade: crianças desejam crescer para ter mais escolhas; adultos sonham com a aposentadoria; povos lutam contra tiranias.
Contudo, paradoxalmente, a humanidade se prende de novo a correntes — vícios, tradições, falsas religiões, ideologias.
Paulo, em Gálatas, mostra que só Cristo concede a verdadeira liberdade.
Aqui, ele usa a história de Abraão, Sara e Agar como uma alegoria para contrastar a escravidão da lei e a liberdade da promessa.
👉 Tese: O cristão é chamado a viver na liberdade de Cristo, rejeitando toda forma de escravidão espiritual.
2. Exposição do Texto
2. Exposição do Texto
2.1. Dois filhos, duas mães, duas alianças (4.21-24)
2.1. Dois filhos, duas mães, duas alianças (4.21-24)
Ismael: filho da escrava, “segundo a carne”. Representa a lei do Sinai, a Jerusalém terrena, e a escravidão.
Isaque: filho da livre, “segundo a promessa”. Representa a graça, a Jerusalém celestial, e a liberdade.
Aplicação: toda tentativa de salvação pelo esforço humano nos coloca do lado de Ismael (escravidão). A verdadeira filiação é pela fé em Cristo (promessa).
2.2. A Jerusalém de cima é nossa mãe (4.25-27)
2.2. A Jerusalém de cima é nossa mãe (4.25-27)
Paulo contrapõe a Jerusalém atual (presa à lei e ritos) à Jerusalém celestial (a comunidade dos redimidos).
Cita Isaías 54:1: a estéril (Sara) tem mais filhos do que a casada (Agar).
Aplicação: a igreja é fruto da promessa, não da carne. Não crescemos pela tradição ou ritualismo, mas pela graça de Deus.
2.3. O conflito entre carne e Espírito (4.28-30)
2.3. O conflito entre carne e Espírito (4.28-30)
Assim como Ismael perseguiu Isaque, os legalistas perseguem os filhos da promessa.
Mas a Escritura é clara: “Lança fora a escrava e seu filho”.
Aplicação: não podemos tentar conciliar lei e graça, carne e Espírito. O evangelho exige ruptura com todo legalismo.
2.4. Exortação final (5.1)
2.4. Exortação final (5.1)
“Para a liberdade foi que Cristo nos libertou; permanecei, pois, firmes.”
A liberdade não é libertinagem (5.13), mas viver como filhos, não como escravos.
Aplicação: somos chamados a defender essa liberdade, sem voltar ao jugo da escravidão.
3. Aplicações Práticas
3. Aplicações Práticas
Na vida pessoal – Não viva tentando agradar a Deus por méritos próprios. Sua aceitação está em Cristo.
Na igreja – Evite o legalismo que sufoca e mata a alegria da fé; mas também não confunda liberdade com libertinagem.
Na missão – A mensagem que o mundo precisa não é de mais rituais, mas da graça que liberta.
Na perseverança – A ordem é clara: “permanecei firmes”. A luta contra o retorno ao jugo é constante.
4. Conclusão
4. Conclusão
Paulo nos coloca diante de dois caminhos: ser filho da escrava ou da livre.
Em Cristo, somos Isaque, filhos da promessa, herdeiros da Jerusalém celestial.
Calvino lembra que “mesmo a menor adição à graça de Cristo destrói o evangelho”.
Stott diz que “a maior celebração da liberdade é viver como filhos da promessa”.
Hernandes ressalta que “Cristo não nos libertou para viver como queremos, mas para viver como devemos, no amor”.
👉 Desafio final:
Você vive como filho da escrava (tentando agradar a Deus por regras e rituais)?
Ou como filho da livre (descansando na promessa e vivendo em liberdade)?
“Para a liberdade foi que Cristo nos libertou; permanecei, pois, firmes” (Gl 5.1).
